Por muito tempo, as pessoas com lepra eram afastadas de todos que amavam. A lepra, hoje chamada de hanseníase, é uma doença que ataca a pele e os nervos. As pessoas tinham pavor de pegá-la. No Havaí dos anos 1800, quem tinha a doença era tirado da família e mandado para viver numa faixa de terra na ilha de Molokai, isolada por penhascos altos e pelo mar.
A vida ali era muito dura. Não havia comida, abrigo nem cuidado suficientes.
O padre que foi
Damião era um jovem padre católico da Bélgica, um país da Europa. Ele tinha ido ao Havaí como missionário. Em 1873, os líderes da igreja pediram padres para se revezarem nas visitas ao povoado de Kalaupapa, em Molokai. Damião se ofereceu, e depois pediu para ficar.
Ele tinha trinta e três anos.
O que ele fez
Damião não só pregava. Ele trabalhava com as próprias mãos. Ajudou a construir casas e uma igreja. Fazia caixões e cavava sepulturas, porque as pessoas estavam morrendo e alguém precisava enterrá-las com dignidade. Fazia curativos em feridas que os outros não queriam tocar. Abriu uma casa para crianças que não tinham ninguém.
Ele também vivia do jeito que as pessoas dali viviam. Comia com elas e as tocava, quando a maioria nem chegava perto.
Ele se tornou um deles
Em 1884, Damião percebeu que também estava com lepra. Ele continuou trabalhando. Morreu em Kalaupapa em 1889, aos quarenta e nove anos.
Outras pessoas foram ajudar por causa dele, entre elas Marianne Cope, uma freira de Nova York que chegou em 1888 e cuidou dos doentes ali por trinta anos.
Em 2009, a Igreja Católica declarou Damião santo. Hoje uma estátua dele está no Capitólio dos Estados Unidos, enviada pelo estado do Havaí.
O que isso quer dizer para nós
Nós, cristãos, às vezes também afastamos os doentes, por medo, como todo mundo. Damião foi no sentido contrário. Ele foi até eles e ficou.
A maioria de nós nunca vai se mudar para uma ilha. Mas todos nós conhecemos alguém que se sente deixado de fora: doente, envergonhado ou sozinho. Se você for até essa pessoa, sentar com ela e segurar a mão dela, está dando a mesma misericórdia que Damião deu, só que mais perto de casa.
