No ano 326, trabalhadores em Jerusalém estavam derrubando um velho templo romano dedicado à deusa Vênus, pedra por pedra. Os cristãos da cidade diziam que o túmulo de Jesus estava enterrado debaixo dele, e o imperador romano Constantino queria construir uma igreja naquele lugar. Ele escreveu uma carta sobre isso a Macário, o bispo de Jerusalém. Eusébio, um bispo que conhecia o imperador e escreveu a história da vida dele, guardou uma cópia dessa carta. Esta é uma tradução para o português a partir da versão inglesa de Ernest Cushing Richardson, de 1890.
Convém, portanto, que a tua sabedoria faça tais arranjos e providencie todas as coisas necessárias para a obra, de modo que não só a igreja, como um todo, supere em beleza todas as outras, quaisquer que sejam, mas que também os detalhes do edifício sejam tais que as mais belas construções de qualquer cidade do império fiquem atrás desta. (Eusébio, Vida de Constantino 3.31)
O imperador queria o prédio mais bonito de todo o seu império, e queria esse prédio no chão onde Jesus morreu e ressuscitou. A igreja continua lá até hoje, e as pessoas ainda atravessam o mundo para beijar as suas pedras.
Cerca de trezentos anos antes daquela carta, Jesus tinha se sentado junto a um poço em Samaria e dito a uma mulher que a questão de qual pedaço de chão pertencia a Deus estava encerrada. A primeira lição desta Verdade conta a história dela.
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